terça-feira, 24 de novembro de 2009

Encostada na parede

No ar mais um cheiro de indecisão. Tem gente achando que a festa pode acabar, mas por outro lado, ainda há prognósticos mais animadores, de uma arrancada até o Natal que levaria o índice para cima dos 70 mil. Então a turma fica encostadinha na parede de olho na tela dos computadores e nas notícias. Tecnicamente o mercado continua no viés de alta, mas quem está no game sempre carrega receios. A decepção de hoje foi o PIB americano que veio a 2,8% contra os 3% aguardados pelo mercado. De qualquer forma, os outros dados vieram melhores e segundo alguns analistas o impacto do PIB deverá ser absorvido. De qualquer forma Dow Jones definitivamente ficou na realização de lucros após os bons ganhos de ontem. O dólar e os títulos americanos ganharam fôlego perante a queda do PIB americano. A ata do Fomc, que saía as 17h00min, no nosso horário, levou mais cautela pra turma toda. Mesmo porque a ata geralmente não gera um efeito imediato. Os olhos dos analistas ficam achando interrogações nas entrelinhas da bendita.

As commodities ficaram sem chances de recuperação no decorrer do dia. O índice CRB apresentou variações negativas acima de 1% e o barril do petróleo em Nova York, saiu de perto dos US$ 80,00 ontem e veio abaixo dos US$ 76,00 hoje. Chicago e a BM&F ficaram no exemplo nos agropecuários. Por aqui os mais castigados continuam sendo o milho e o boi gordo. Neste último tem gente farejando os R$ 72,00 a arroba. E no cereal, com vencimento em março, tem aposta nos R$ 18,80.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Peru sem exagero

A semana começa mais curta, já que na quinta-feira tem o tradicional peru nos Estados Unidos, quando se comemora Thanksgiving Day, ou seja, dia de Ação de Graças. E na sexta-feira também os mercados são mais curtos por lá. De qualquer forma, uma agenda intensa de eventos econômicos é o que os próximos dias reservam. Inflação no Brasil e PIB nos Estados Unidos estão entre os destaques da semana. Nesta terça-feira, será o dia mais agitado, especialmente pelos eventos agendados nos Estados Unidos. O país vai apresentar a segunda prévia do resultado do PIB no terceiro trimestre do ano. Na primeira prévia, a maior economia do mundo apresentou expansão anualizada de 3,5%. Para a segunda prévia, o mercado projeta que a alta seja revista para 3%. Apesar de o resultado ser positivo, analistas dizem que deve ser destacado que a recuperação americana têm apresentado está muito apoiada em recursos estatais, como a ajuda do Fed a bancos e empresas. Ainda amanhã, outros eventos de peso complementam a agenda. O índice de confiança ao consumidor americano é um deles, além do índice do setor manufatureiro medido pelo Fed de Richmond. Para fechar a agenda do dia, o Fomc, o Copom yanke, que define os juros no país, apresentará a minuta de seu último encontro, no qual foi decidida a manutenção dos juros básicos americanos em uma faixa que vai de zero a 0,25% anual. Na semana passada, Ben Bernanke, presidente do Fed, fez alguns discursos nos quais sinalizou que a política de juros baixíssimos dos Estados Unidos vai permanecer por um bom tempo. Apesar de todos esses dados, as commodities e as bolsas abriram firme nesta terça-feira. Aqui a coisa ficou sem direção, com uma compra teimosa em cima do dólar e uma venda que freou uma maior alta no Ibovespa.

Chicago despertou para os ganhos seguindo a macroeconomia já que o petróleo tenta testar novamente os US$ 80,00 por barril em Nova York. Na BM&F, exceção ao milho, tudo ficou dentro do curso positivo. Até o boi gordo se segurou.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Double-dip recession

Double-dip recession! Termozinho em inglês, que significa dupla profunda recessão, proferido por Barak Obama durante sua visita a China, provocou um verdadeiro auê no mercado hoje. Os futuros de Dow Jones madrugaram na ressaca. Quando Wall Street realmente entrou no game às 12h30min, horário de Brasília, ficou claro que os investidores haviam tomado aversão ao risco. O dia todo foi de bateção que também atingiu as commodities e valorizou o dólar. Mas na opinião de boa parte dos analistas nada de pânico! O mercado buscava motivos para uma necessária realização. O mercado é muito mais unânime no atual momento, a enxergar o Dow Jones mais próximo dos 11 mil pontos e o Ibovespa a 70 mil até o final deste ano.

O petróleo saiu de perto US$ 80,00 o barril e voltou para os US$ 77,00 em Nova York, um range testado freneticamente pelo mercado nos últimos tempos. Chicago abriu em queda acompanhando o movimento de realização, mais foi salvo pelo relatório de exportação desta quinta-feira, que surpreendeu.

Na BM&F, a devassa foi feita em cima do milho, que apresentou em torno de 3% de perdas no pregão de hoje. Certo exagero! Não restou alternativa também para os futuros de café. O boi gordo voltou pro lamaçal com novas perdas. A oleaginosa abriu em queda, mas com a melhora da CBOT, se recuperou.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Pobre dólar

Depois que o Departamento do Comércio dos Estados Unidos informou que o ritmo de construção de casas teve forte contração (10,6%) no mês de outubro, Dow Jones azedou. Mas para enganar a turma o Ibovespa ainda ficou firme agarrado no osso por boa parte do pregão, próximo aos mesmos níveis de junho do ano passado e o pobre dólar foi para o centro de tratamento intensivo, no aguardo de um novo respiro, que foi possível com a piora dos ânimos em Wall Street, o que também intensificou as perdas na Bovespa. A agenda econômica doméstica esteve relativamente vazia, com destaque somente para o fluxo cambial, que apontou saldo positivo de US$ 720 milhões neste mês, até o dia 13. No ano passado, considerando o mesmo período, houve um saldo negativo de US$ 751 milhões.

Os estoques americanos de petróleo deram fôlego para as commodities. A queda registrada de 900 mil barris, contra uma estimativa de 300 mil, deu suporte ao preço, mas mesmo assim ainda não conseguiu transpor a forte barreira de US$ 80,00 em Nova York. Em Chicago, a melhora foi refletida também pela fraqueza do dólar e pelo aumento de umidade nas regiões produtoras americanas de soja e milho.

Por aqui o boi deu uma trégua para os comprados e se sustentou com uma alta em média 1% por vencimento. O milho ficou totalmente sem graça e emoção. A soja e o café acompanharam o movimento de Chicago e Nova York e foram os destaques da alta.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Operador clarividente

Um operador clarividente se é possível existir algum, poderia antecipar o movimento do mercado de hoje, nas palavras do pensador russo, naturalizado americano, Isaac Asimov: “A reação de um homem não é previsível por qualquer matemático conhecido: no entanto, a reação de um bilhão de homens é algo diferente.” Por isso, o dia despertou com uma aparente realização moderada para as bolsas e commodities. A retomada de lucros começou nesta madrugada na Ásia, se estendeu para Europa e daí para o Brasil e Estados Unidos. Porém, nada de alarmante, já que a maioria dos dados foi interessante para a economia americana e consequentemente, para a mundial. Apenas a produção industrial dos Estados Unidos cresceu apenas 0,1%, contra uma estimativa de 0,4%, que era a unanimidade do mercado. Para os analistas, mesmo a recuperação ensaiada pelo dólar, não deixa de ser um atrativo a mais para a venda. No entanto, com o avançar do dia o apetite da compra foi aumentando e a decisão de venda esvaeceu.

Em Chicago o caminho foi o mesmo. Oscilou e no geral terminou na alta. A colheita vai chegando ao final. Analistas aguardam que o próximo relatório da segunda-feira, indicará uma finalização de 96% para soja e em torno de 70% para o milho.

Destaque negativo: o boi gordo não para de cair na BM&F. Hoje atingiu o menor patamar desde o dia 13 de março deste ano. As indicações dos frigoríficos continuam baixas e o atacado não melhora. Pelo gráfico contínuo encontramos no Fibonacci os seguintes suportes: 72,95, 72,55, 72,15 e finalmente os 70,65. A coisa continua feia para o boi.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Agenda lotada e euforia

A semana inicia com uma agenda super carregada e com muita euforia na terra do Tio Sam . Começou nesta segunda-feira com o anúncio que as vendas no varejo americano tiveram crescimento de 1,4% em outubro. Excluídas as vendas de veículos, no entanto, o desempenho ficou quase estável, com variação positiva de apenas 0,2%. A expectativa dos analistas nessa leitura era de uma alta de 0,4%. Já o a atividade manufatureira na região do Estado de Nova York desacelerou neste mês, segundo dados do FED. O índice Empire State, apurado pelo banco, ficou em 23,5 pontos neste mês, contra 34,6 em outubro. No entanto, a maratona prossegue amanhã, com a divulgação de vários índices importante com destaque ao PPI (preços ao produtor) e na quarta-feira as atenções estarão voltadas para o CPI (preços ao produtor). Mas ainda não para por aí. Na quinta-feira a turma fica de olho nas solicitações de seguro de desemprego semanal e o índice da atividade manufatureira do FED da Filadélfia. No Brasil, os destaques ficam por conta do IGP-10 de novembro que sairá amanhã e na quinta o IGP-M, na segunda prévia de novembro. Na sexta-feira praticamente o mercado para, já que o feriado toma conta de São Paulo, na comemoração da Consciência Negra. Portanto, não haverá bolsa.

O enfraquecimento do dólar frente às principais moedas deu gás para as commodities nesta segunda-feira. O petróleo subiu acima de US$ 79,00 o barril em Nova York, após as perdas da semana passada, quando tentou romper pela terceira vez consecutiva a resistência dos US$ 80,00. Velho ditado: água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. Em Chicago, novamente o dia apresentou ganhos para os agrícolas. A fraqueza do dólar e o fortalecimento do petróleo deram sustentação. Na BM&F, mais uma vez o café e a soja voltaram a ser os destaques da alta.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Decola Brasil


Se a The Economist, uma das mais renomadas publicações de negócios e finanças do mundo estiver certa, o Brasil já decolou e pode se transformar na quinta maior economia do mundo em 2050. Ressalta a revista, que nunca se viu nada igual no Brasil, com democraria, inflação controlada e crescimento.São muitos os dados que levam ao otimismo. Por exemplo, o país é auto-suficiente em petróleo, vai conceder um empréstimo ao FMI e um de seus fundos de investimento estrangeiro cresceu em 30%, enquanto o setor mostra uma queda de 14% no resto do mundo.

Mesmo com os problemas sociais que o Brasil ainda enfrenta, a The Economist destaca que graças a estabilidade, o país tem muito mais possibilidades de imperar. O negócio é torcer para que nossas futuras gerações vivam dias melhores.